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Alienação parental: conceito, riscos, o que os pais devem fazer?

Alienação parental: conceito, riscos, o que os pais devem fazer?

Honestamente, quem conhece uma mãe, pai ou até avós de uma criança ou adolescente, que criticam um dos genitores ou guardiões? Que impedem ou dificultam visitas? Você já presenciou: discussões, críticas, chantagens, esconder informação, falsas denúncias ou até causando o afastamento da criança ou adolescente?

Eu mesma já vi diversas destas atitudes, quando advogava e principalmente no convívio com as pessoas. Na maioria das vezes também vi abandono, por cansar de bater de frente com uma das partes.

Afinal, o momento da separação, a disputa de guarda as questões trazidas advindas da alienação parental são todas de cunho emocional.

Qual o interesse de criar esta situação? Qual o propósito da alienação parental?

Os sentimentos negativos gerados com a alienação parental perduram na vida de quem causou, de quem recebeu e de quem foi alienado, estender as pessoas o seu sofrimento, descontentamento, punição, vingança e outros sentimentos negativos, somente traz mágoas e dores a todos que estão no relacionamento familiar.

Acompanhando audiências e convivendo com algumas pessoas ouvi frases e vi ações que consideraria muito abaixo da humanidade, tais como: pai passando no portão e xingando a criança muito pequena e sua genitora diariamente, na presença da própria criança e vizinhos; mães insultando o pai do seu filho, a namorada dele, impedindo visitas, afastando a convivência; mães que tomam decisões sem comunicar o pai do seu filho, sem conversa, sem diálogo; pais que envolvem os filhos nas suas questões e insatisfações pessoais, determinando que façam escolhas e tomem partido de uma das partes; pai que resolve ter a guarda do filho para não pagar pensão e ofende a mãe; já vi mãe dando graças a Deus a morte do filho para não ter que aturar o pai; pais comparando situações de parentes que vivem juntos para impedir visitas, férias ou até um bom relacionamento entre o filho e o outro genitor; entre outras histórias.

Claro que a segurança da criança deve ser levada em conta, mas o filho tem pai e mãe, a concepção advém da união do homem e da mulher, punir o filho por ações do pai ou da mãe, pelo simples fato de desgostarem uma das partes, devido a uma ruptura de relacionamento tumultuada, são questões pertencentes aos adultos envolvidos, que devem resolver ou não entre si, envolver o filho e tornar a criança um cabo de guerra no relacionamento é destruidor e cria uma lealdade com uma das partes nociva.

 As ordens do amor, na Constelação Familiar, que são: Pertencimento, Hierarquia e Equilíbrio de Troca, são todas quebradas na alienação parental, pois quando se nega uma das partes, quebra o pertencimento, automaticamente desequilibra o dar e receber, destrói a hierarquia, ao excluir ou tornar menor uma das partes e talvez fazer com que o filho ocupe o lugar de um dos genitores.

As frases utilizadas nas Constelações Familiares como:

“Os que chegaram antes são Maiores dos que chegaram depois. Sem ordem não há amor.

Você faz parte te dou um lugar.

Eu vejo você.

Tenho minha mãe em mim. Tenho meu pai em mim. Sou 50% composto de cada um.

Peço permissão minha(meu) mãe/pai, para ir para o meu(minha) pai/mãe, sem me sentir traindo você.

Você é o pai/mãe certo(a) pra mim. Eu deixo a história de você e recebo a vida de cada um de vocês.

Eu tomo mãe/pai.”

A SAP ou PAS, Síndrome de Alienação Parental, que em 1985 foi proposta pelo psiquiatra americano Richard Garner, que conceituou que um dos genitores treina a criança a quebrar os laços com um dos pais, de forma desmoralizante, criando sentimentos de temor e ansiedade com este pai ou mãe.

Hoje existe lei nº12.318/2010 para evitar que a alienação parental ocorra ou tome a vida de quem sofre a SAP.

Pesquisei o assunto e os textos apontam que as crianças e adolescentes que passam por SAP são propensos a distúrbios psicológicos, utilização de drogas, suicídio, baixa autoestima, dificuldade no desenvolvimento de relações estáveis e problemas de gênero, em virtude da desmoralização do genitor atacado na alienação.

Por este motivo, ao invés de calar e fugir do relacionamento com o filho e do genitor que pratica a Alienação Parental, busque ajuda psicológica e a justiça, afinal qualquer conflito é início de solução, calar não tornara invisível o que ocorre na família e principalmente com a criança e adolescente que passam por isto.

As pessoas fingem que não está acontecendo, mas sempre o maior prejudicado é a criança ou o adolescente, tomar pai e mãe não está limitado a um abraço, a honrar e reverenciar, vai além, é não julgar, entender e aceitar que os relacionamentos dos pais, bem como as questões de cada um pertencem a eles, seguir as ordens do amor, mantendo a hierarquia, aceitando o pertencimento e preservar o equilíbrio de troca, dignifica o seu crescimento e o liberta de repetir os padrões familiares nocivos.

Sites consultados:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12318.htm

 http://www.alienacaoparental.com.br/o-que-e

http://www.pailegal.net/index.php/sap?start=3

https://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI309251,11049-Lei+de+alienacao+parental+que+tem+menos+de+dez+anos+corre+risco+de

Perguntas Rápidas

  • Escolho apenas um tratamento?

     Não, normalmente faço uma mescla de tratamentos para atender melhor 
  • Posso optar apenas pelas terapias complementares?

     Não, as terapias complementares como o nome diz, são complementos ao tratamento indicado pelo seu médico. 
  • O que está pegando? é suficiente?

     Não, ele é apenas um primeiro passo para sairmos da inércia objetivando o tratamento pleno 
  • Há algum tratamento online?

     Sim, vários! Entre em contato comigo e tire suas dúvidas!!! 

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