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Violência obstétrica, um olhar terapêutico: o que é, como identificar/evitar, visões, visão da CONSTELAÇÃO Familiar

Violência obstétrica, um olhar terapêutico: o que é, como identificar/evitar, visões, visão da CONSTELAÇÃO Familiar

Recentemente, atendi uma cliente, com formação escolar superior, conhecimento técnico na área da saúde e que na sua primeira gestação optou por parto normal, com grande consciência das benesses do procedimento natural, para si e para a criança que esperava, estudou o necessário para criar uma “boa hora”, como costumamos chamar um bom parto.

Pesquisou e teve indicação de um profissional que considerava de confiança, um bom hospital, preparou-se e ao marido para o instante tão esperado, mas quando ele ocorreu o médico no primeiro sofrimento das dores da cliente, disse que precisava ser realizada a cesárea e naquele momento utilizando argumentos de risco de morte da mãe e/ou da criança (o que depois verificado inexistiu), em desrespeito a decisão anterior da gestante.

Vamos pensar, imagine na primeira gestação, você nunca passou por isso, está neste momento de fragilidade, com dor e com muito medo por você e pelo feto, o que faz se você nem tem voz na decisão?

 A cliente foi aberta e a cesárea realizada, mas não ficou feliz com a situação e ao recordar o nascimento do filho trazia o desespero vivido naquele momento e a impossibilidade da realização do parto que queria natural, bem como, humanizado (respeitando os direitos da gestante, com segurança, com a preservação dos direitos dela e do filho), aquele momento que devia ser eternizado com alegria, virou um “circo de horrores”.

Agora, ela estava grávida do segundo filho, próxima de parir e sofrendo ao relembrar o parto anterior e todo o ocorrido, causando inclusive problemas físicos na nova gestação ao pensar em parir, com as emoções em total desequilíbrio.

Primeiramente, pode parecer ridículo ou até simples para quem lê, mas o sofrimento e a angústia trazidos pela cliente eram reais, este foi o meu primeiro contato com a violência obstetrícia.

Até aquela ocasião que ouvi o relato da minha cliente, não sabia que existia violência obstetrícia, que pode ocorrer de diversas formas, no parto, durante o pré-natal ou até pós-parto, contra a mãe ou o bebê, através de agressão verbal, psicológica ou física, com ações ou omissões, bem como intervenções e exames desnecessários.

Ao ouvir, pensei como evitar que ocorra com você, uma boa dica é ter um Plano de Parto (PP) que de forma documentada, explica como os pais desejam que o parto seja feito, desde a admissão no hospital até os cuidados com o recém-nascido, ao apresentar o seu PP no hospital demonstra o esclarecimento dos genitores sobre os seus direitos.

A Justiça o Direito devem ser buscados com a aplicação da legislação vigente, em São Paulo a lei nº 15.759/2015, especifica o direito ao parto humanizado nos locais públicos de saúde, leia para ter informações e proteger-se.

Agora se já ocorreu denuncie! Levante a documentação necessária tal como prontuário médico e procure um advogado para apresentar de forma coesa a sua denúncia.

Na visão da Constelação Familiar, trabalhar os envolvidos: a mãe, o pai, o filho, trazer o profissional que realizou o parto e abrir o campo morfogénetico, ouvir os representantes e acompanhar os movimentos da alma realizados para uma resolução ou até a apresentação de possíveis causas, possibilitam a visão sistêmica e até gestos curativos, para a tomada de consciência.

Na violência obstetrícia, dois papéis estão em destaque, o de quem foi agredido e o de quem agrediu e segundo Bert Hellinger, a vítima e o agressor estão a serviço, do que ele chama, de um sistema maior, no caso em questão, manter a raiva de quem causou a violência ou a pena de quem sofreu a violência, gera apenas mais raiva de quem agrediu e enfraquecimento do agredido.

Observe que a Constelação Familiar é diferente das leis da sociedade em que vivemos, usar os gestos curativos como a reconciliação, a inclusão e o amor, podem nos libertar e evitar a repetição das dificuldades experienciadas.

Sobre a minha cliente, ela teve o seu segundo filho de parto normal, está feliz e pronta para novos desafios, ela relatou que teve muita força depois da sessão para impor seu desejo, por este motivo permita um novo olhar para sua dor através da Constelação Familiar.

Perguntas Rápidas

  • Escolho apenas um tratamento?

     Não, normalmente faço uma mescla de tratamentos para atender melhor 
  • Posso optar apenas pelas terapias complementares?

     Não, as terapias complementares como o nome diz, são complementos ao tratamento indicado pelo seu médico. 
  • O que está pegando? é suficiente?

     Não, ele é apenas um primeiro passo para sairmos da inércia objetivando o tratamento pleno 
  • Há algum tratamento online?

     Sim, vários! Entre em contato comigo e tire suas dúvidas!!! 

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